O produtor Simon Afram e sua empresa, Op-Fortitude, estariam processando a Netflix, na Califórnia, EUA, com pelo menos US$105 milhões, após o streaming ter permitido o roubo de um drive não criptografado do filme “Fortitude”. O suspense de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial foi apresentado para o streaming pelos produtores, mas depois, o arquivo desapareceu. As informações são de uma apuração do processo público movido no estado e noticiado pelo Omelete.
De acordo com a ação, a Netflix recebeu o drive no dia 15 de junho, logo depois, os produtores foram informados de que a cópia não era criptografa – proteção matemática do arquivo – e que o streaming foi informado sobre deletar os arquivos após a exibição. Porém, dez dias depois, a empresa informou que o arquivo havia sido roubado de uma das mesas do escritório junto com demais dispositivos.
Em um e-mail, Sean Berney, chefe de aquisições da Netflix, relatou que é a primeira vez que algo dessa magnitude aconteceu. “Esta é a primeira vez para nós. Infelizmente, alguém roubou uma boa quantidade de drives das mesas do nosso escritório nesta última semana. Estamos trabalhando com nossas equipes de segurança, sem sucesso. Nossas equipes de pirataria estão em alerta máximo.”
Ainda de acordo com os produtores, a situação inviabilizou as negociações do filme cm outras distribuidoras, o que pode inviabilizar seguros, planos de marketing, corrida de premiações e o lançamento nos cinemas. Já a Netflix, afirmou que ao invés de cooperar com a situação, Afram tenta extorquir a empresa ao pedir uma indenização de US$165 milhões.
Ainda não há informações sobre o filme.
