Ontem (15), o Ministro da Educação, Leonardo Barchini, anunciou o investimento de R$10 milhões para dar continuidade à recuperação da instituição, que foi atingida por um incêndio em setembro de 2018. Esse valor se soma os aproximadamente R$68 milhões investidos pelo MEC entre 2023 e 2026, destinados à reconstrução, modernização, manutenção e readequação da instituição.
Na época, o incêndio destruiu cerca de 85% dos itens preservados no Paço de São Cristóvão, além da estrutura de laboratórios, salas de aula e espaços históricos. O Museu Nacional manteve as atividades científicas apesar das perdas.
A reconstrução também conta com a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que já destinou R$100 milhões ao projeto. Do montante de R$67,7 milhões divulgados pelo MEC este mês, R$41,7 milhões foram direcionados à recuperação e modernização.
Novos desdobramentos do investimento
O anúncio direciona verba para três dimensões fundamentais do MEC: preservação do patrimônio histórico, continuidade da pesquisa científica e retomada do acesso público às coleções. Entre as mudanças estão a ampliação dos ambientes destinados a exposições e atividades educativas, implantação de novos sistemas de prevenção e combate a incêndios, adaptação dos percursos para melhorar a acessibilidade, preservação de vestígios arqueológicos e marcas históricas reveladas durante a reconstrução.
Uma das decisões arquitetônicas mais significativas é preservar a sala onde o incêndio começou, mantendo elementos danificados como parte da memória da tragédia de 2018.
O projeto é coordenado por meio de uma cooperação entre a Universidade Federal do Rio de Janeiro (FRJ), a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e a Cultura (Unesco) e o Instituo Cultural Vale, que também prevê intervenções no Paço de São Cristóvão e edifícios anexos.
Após o incêndio, o Museu voltou a receber visitantes em 21 de junho, com exposições temporárias, mas de forma parcial. Agora, a previsão é a reabertura integral em 2029.
Entretanto, alguns pontos ainda não foram esclarecidos no anúncio. Não foi confirmado, detalhado ou especificado a data de liberação do recurso, a origem orçamentária do novo aporte e o impacto no cronograma de obras.
