Código Preto – A cura para sua insônia

Foto: Universal

Dirigido por Steven Soderbergh, Código Preto é um thriller de espionagem protagonizado por Michael Fassbender e Cate Blanchett. Na trama, a dupla interpreta George e Kathryn, um casal de espiões que aparenta ter uma boa relação. O casamento de ambos será posto à prova quando George descobre que existe um traidor dentro da agência, com Kathryn na lista de suspeitos. O agente será levado em uma jornada que o dividirá entre seu senso de dever e o amor por sua esposa.

Só de ouvir essa sinopse, você provavelmente já pensou em pelo menos outros 5 filmes com a mesma premissa. Ter uma história simples e batida não é, necessariamente, algo ruim. John Wick: De Volta ao Jogo (2014) é um excelente exemplo de um longa com uma história muito básica, mas que, apesar de sua simplicidade, entrega excelentes cenas, um protagonista memorável e uma boa construção de mundo, tornando-se um filme extremamente divertido de assistir e indicar.

Infelizmente, este não é o caso de Código Preto. Não só esta é uma história que você já viu ser contada várias vezes, como falta algo que diferencie o filme em meio a tantas outras produções do gênero. Mentira, existe sim algo que torna o filme diferente, mas não considero isso um ponto positivo, necessariamente.

Ao invés de uma abordagem voltada para ação explosiva, Código Preto é uma trama muito mais investigativa, o que, até então, não é problema nenhum. O problema real é quando você tem um filme de 1 hora e meia de duração que parece ter 2 horas e meia de tão monótono e arrastado que é. Admito que foi uma verdadeira luta para me manter acordado durante a sessão do filme, de tão desinteressante que estava a trama principal.

Também não vejo que o roteiro tenha feito um bom trabalho com os personagens, que são bastante frios, distantes e sem muito carisma, o que torna difícil se identificar ou torcer por algum deles. O exagero de comentários envolvendo sexo chega a ser um tanto esquisito e é bastante repetitivo.

Nem as atuações conseguem salvar o filme. Apesar de algumas sequências e interações interessantes, a narrativa é muito fraca e não consegue construir algo verdadeiramente engajador com o espectador, o que é uma pena, pois o roteirista David Koepp é o mesmo de Jurassic Park (1993) e o elenco é recheado de nomes talentosos.

No geral, Código Preto foi um filme que cheira a oportunidade perdida. Talvez, com um outro roteiro e direção, este poderia ser um grande filme de espionagem investigativa. Entretanto, o filme que realmente temos é uma produção que eu nem deixaria passando de fundo na minha TV, a não ser que fosse para me fazer dormir.

⭐⭐

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