Com mais de 40 anos após a sua primeira edição, a variedade de atrações que passaram pelo festival traz alguns nomes clássicos e outros inusitados
O Rock in Rio está realizando sua décima-primeira edição em solo brasileiro neste ano. Apesar do Rock em seu nome, o evento é marcado por uma grande variedade de artistas e gêneros. Criado em 1985, foram muitos os shows que marcaram os apaixonados por música.
Ao longo dos anos, em meio a tantas atrações, talvez você não se lembre de alguns nomes que passaram pela Cidade do Rock. Reunimos nesta lista alguns grandes artistas que já se apresentaram no festival. Alguns clássicos que marcaram época, outros mais inusitados.
New Kids on the Block (1991)
Em todo ano de Rock in Rio ouvimos reclamações sobre bandas e artistas de gêneros diferentes, mas a história prova que o rock nunca foi exclusivo no festival: o New Kids on the Block, boy band que marcou as décadas de 1980 e 1990 foi uma das maiores atrações da segunda edição, em 1991.
Aquele era o auge da fama da boy band. No ano anterior, haviam lançado seu quarto álbum de estúdio, Step by Step, que chegou a 500 mil cópias vendidas apenas no Brasil, segundo a Pró-Música Brasil. A febre dos “novos garotos do bairro” era tão grande que até um desenho animado foi produzido com base no grupo.
Pouco tempo depois, em 1994, a banda iria se separar, muito por causa da performance comercial abaixo das expectativas do seu quinto álbum de estúdio, Face the Music. O grupo voltou à ativa em 2008 e ainda lançou três álbuns, mas já sem o mesmo sucesso.
Prince (1991)
Um dos maiores expoentes do pop de todos os tempos, o norte-americano Prince também foi uma das principais atrações da edição de 1991. O cantor, letrista e multi-instrumentista já era uma das figuras mais consagradas entre público e crítica internacional. Havia lançado há poucos meses seu décimo segundo álbum de estúdio, Graffiti Bridge (1990).
Com seu primeiro disco lançado em 1978, Prince se tornou uma figura definitiva dos anos 1980. Com sucessos como When Doves Cry, Purple Rain e Kiss, é estimado que tenha vendido mais de 100 milhões de discos. Também é considerado por muitos especialistas como um dos maiores guitarristas de todos os tempos.
NSYNC (2001)
Mais uma boy band, dessa vez uma das mais marcantes dos anos 1990. NSYNC chegou ao Rock in Rio pouco antes do lançamento de seu último álbum de estúdio, Celebrity, que seria lançado em julho daquele mesmo ano. A carreira do grupo foi curta, mas explosiva. O disco de estreia homônimo foi lançado em 1997 e vendeu mais de 15 milhões de cópias mundialmente.
A boy band também é conhecida por revelar o cantor Justin Timberlake, que teve uma carreira solo de grande sucesso. Como artista solo, Timberlake se apresentou mais duas vezes no palco do Rock in Rio: em 2013, meses depois do lançamento de seu terceiro disco, The 20/20 Experience, e outra vez em 2017.
Orquestra Sinfônica Brasileira (2001 e 2011)
Ampliando ainda mais o repertório de gêneros presentes no festival, a edição de 2001 do Rock in Rio foi marcada por sua abertura com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Fundada em 1940, o grupo tradicionalmente realiza turnês pelo Brasil e exterior, com foco especial para a democratização do acesso à cultura.
A Orquestra retornou ao festival na edição de 2011 para uma homenagem à banda Legião Urbana. A apresentação foi lançada em CD e DVD com título de Concerto Sinfônico Legião Urbana – Rock in Rio. Tem a participação de cinco convidados para os vocais: Dinho Ouro Preto (Capital Inicial), Herbert Vianna (Os Paralamas do Sucesso), Pitty, Rogério Flausino (Jota Quest) e Toni Platão.
Britney Spears (2001)
No Rock in Rio III, de 2001, os fenômenos do pop brilharam. Uma das cantoras de mais sucesso do fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, Britney Spears esteve no festival alguns meses antes do lançamento de seu terceiro álbum. Naquele momento, seus discos …Baby One More Time (1999) e Oops… I Did It Again (2000) ainda estavam frescos na memória do público.
Britney foi uma estrela precoce, tinha apenas 19 anos quando se apresentou no festival. Durante sua carreira, esteve em evidência pelos sucessos e pelas polêmicas. É uma personagem central nas discussões sobre a cultura de celebridade, principalmente em relação ao tratamento muitas vezes misógino e invasivo dado às mulheres do meio pop.
Em 2021, a cantora voltou às manchetes por causa do documentário Framing Britney Spears: A Vida de uma Estrela. Lançado como parte da série The New York Times Presents, o longa aborda a curatela (mecanismo jurídico que deixa uma pessoa responsável por decisões patrimoniais de outra pessoa) sob a qual ela vivia desde 2008, exercida por seu pai, Jamie Spears. A curatela foi encerrada em 2021.
Stevie Wonder (2011)
Outro ícone que passou pela Cidade do Rock foi Stevie Wonder, na quarta edição do festival. Naquela altura, o artista americano já tinha status de lenda da música. Um dos mais premiados e aclamados músicos de todos os tempos, Stevie Wonder foi marcante durante as décadas 1960 e 1970, ajudando a moldar os gêneros R&B, soul e funk.
O cantor é o único artista a vencer o Grammy de Álbum do Ano por três discos consecutivos, feito que conseguiu com Innervisions (1973), Fulfillingness’ First Finale (1974), e Songs in the Key of Life (1976). Foi também um grande multi-instrumentista, famoso por gravar a maioria dos instrumentos de diversos dos seus álbuns. É também muito conhecido pelo som de sua gaita, o que ficou muito marcado, principalmente para os brasileiros, na música “Samurai”, de Djavan.
Os Mutantes (2011)
Uma das bandas mais influentes da história do rock nacional, Os Mutantes também se apresentaram na quarta edição do Rock in Rio, ao lado de Tom Zé, outro grande nome da MPB. Na ocasião, porém, a formação do grupo já era bem diferente da clássica, com Arnaldo Baptista, Rita Lee e Sérgio Dias. Destes, apenas o último permaneceu na banda.
Seu álbum de estreia, o homônimo de 1968, é considerado como um dos maiores clássicos da música brasileira. Trazendo elementos psicodélicos e experimentais, foi parte do movimento tropicalista. A formação original permaneceu até 1972. Após o álbum Tudo Foi Feito pelo Sol (1974), a banda passou por um grande hiato, voltando a lançar um trabalho com músicas inéditas apenas em 2009, com Haih or Amortecedor, dois anos antes da apresentação no festival.
