Marvel revela nova formação dos X-Men e inaugura nova fase mutante do MCU

A Marvel Studios definiu a primeira formação dos X-Men criada diretamente para o Universo Cinematográfico Marvel (MCU). Anunciado nesta sexta (14), durante a D23, na Califórnia (EUA), o novo filme será lançado em 5 de maio de 2028 e terá Sadie Sink como Jean Grey, Kit Connor como Ciclope, Christopher Abbott como Charles Xavier, Samara Weaving como Emma Frost, Inde Navarrette como Vampira e Maya Boyd como Tempestade. Adam Driver interpretará o vilão Senhor Sinistro.

Mais do que apresentar novos intérpretes, a escalação estabelece uma mudança importante na estratégia da Marvel para os mutantes. Até agora, o MCU vinha incorporando personagens ligados principalmente às adaptações produzidas pela antiga Fox. O longa de 2028 será o primeiro a partir de uma formação própria, permitindo que o estúdio desenvolva os X-Men como parte permanente de seu universo, e não apenas como personagens vindos de produções anteriores.

O filme terá direção de Jake Schreier, de “Thunderbolts”, com roteiro de Michael Lesslie, de “Jogos Vorazes: A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes”.

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Formação recupera personagens centrais dos X-Men

A composição anunciada combina integrantes historicamente ligados ao núcleo principal da equipe com personagens que podem ampliar os conflitos internos da franquia.

Jean Grey e Ciclope ocupam posições centrais em diferentes fases dos quadrinhos, enquanto Charles Xavier permanece como fundador e principal referência ideológica do grupo. Tempestade e Vampira também estão entre as mutantes mais reconhecidas das diferentes formações dos X-Men.

A inclusão de Emma Frost, porém, acrescenta outra dinâmica. Nos quadrinhos, a personagem surgiu associada ao Clube do Inferno e posteriormente passou a integrar os X-Men, mantendo uma relação complexa tanto com a equipe quanto com Ciclope e Jean Grey.

A escolha do Senhor Sinistro como antagonista reforça esse núcleo. O personagem possui uma longa ligação com a genética mutante e, especialmente, com Scott Summers e Jean Grey. Nos quadrinhos, Nathaniel Essex realizou experimentos envolvendo o material genético dos dois personagens e participou de diferentes histórias relacionadas à linhagem da família Summers.

Essa combinação permite que o primeiro filme desenvolva conflitos ligados à própria condição mutante e às relações entre os integrantes da equipe sem depender imediatamente de Magneto como antagonista principal.

 

Wolverine e Magneto ficam fora da formação anunciada

Dois dos personagens mais associados às adaptações cinematográficas dos X-Men não aparecem entre os nomes apresentados para o novo filme: Wolverine e Magneto.

A ausência na escalação inicial não significa que os personagens estejam descartados do longa ou da nova franquia. A Marvel ainda não informou se outros mutantes integrarão a produção.

A decisão, porém, abre espaço para uma formação menos dependente de Wolverine, personagem que ocupou posição central em boa parte dos filmes produzidos pela Fox. Magneto também esteve entre os principais antagonistas ou aliados da equipe desde “X-Men”, lançado em 2000.

Nesse contexto, a presença do Senhor Sinistro pode indicar uma tentativa de explorar conflitos pouco utilizados pelas adaptações anteriores. Trata-se, por enquanto, de uma leitura da formação anunciada, já que detalhes da história permanecem sob sigilo.

 

“Vingadores: Doomsday” funciona como ponte entre duas gerações

Antes da estreia do novo “X-Men”, parte da geração anterior ainda terá uma participação importante no MCU.

“Vingadores: Doomsday”, previsto para 18 de dezembro de 2026, reúne Patrick Stewart como Charles Xavier, Ian McKellen como Magneto e James Marsden como Ciclope. Também retornam Kelsey Grammer como Fera, Alan Cumming como Noturno e Rebecca Romijn como Mística, além de Channing Tatum como Gambit.

O encontro coloca os personagens da antiga franquia da Fox ao lado dos Vingadores e do Quarteto Fantástico antes da substituição dos principais papéis por uma nova geração de atores. Um teaser divulgado anteriormente mostrou Xavier, Magneto e Ciclope novamente na Mansão X, incluindo uma demonstração dos poderes de Scott Summers.

A sequência cria uma transição entre duas etapas dos mutantes no cinema. Enquanto “Doomsday” recupera atores associados às produções iniciadas nos anos 2000, o filme de 2028 estabelece personagens que poderão permanecer no MCU durante os próximos ciclos da franquia.

 

X-Men deixam de ser participações isoladas no MCU

A introdução dos mutantes dentro do MCU ocorreu gradualmente nos últimos anos. Patrick Stewart apareceu como uma versão alternativa de Charles Xavier em “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura”, enquanto Hugh Jackman voltou como Wolverine em “Deadpool & Wolverine”. Kelsey Grammer também retomou o papel de Fera em uma participação relacionada ao universo mutante.

“Vingadores: Doomsday” amplia essa presença ao reunir vários integrantes da geração da Fox, mas ainda trabalha com personagens originados fora da continuidade principal construída pela Marvel Studios.

O novo “X-Men” altera essa lógica. Ao substituir Xavier, Ciclope e outros personagens por novos intérpretes, a Marvel passa a estabelecer uma versão da equipe preparada especificamente para continuar dentro do MCU.

A formação anunciada também coloca Jean Grey, Ciclope, Tempestade, Vampira e Emma Frost desde o início dessa etapa, indicando uma construção baseada no grupo e em suas diferentes relações, em vez de apresentar os mutantes individualmente antes de reuni-los.

Ainda não foram divulgados detalhes sobre a trama, período em que a história será ambientada ou como os novos personagens se conectarão aos acontecimentos de “Doomsday”. A estreia em maio de 2028, no entanto, coloca “X-Men” entre as produções responsáveis por definir o próximo ciclo do Universo Cinematográfico Marvel após o encerramento da atual Saga do Multiverso.

A D23 continua acontecendo na Califórnia, nos Estados Unidos até o dia 16 de agosto e promete revelar mais novidades do universo Disney.

 

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