Jornalista Plácido Berci estreia na ficção com romance sobre saúde mental e envelhecimento

O jornalista e escritor Plácido Berci lançou o livro “Louca normalidade” (Editora Mondru, 2025), que marca sua estreia no gênero da ficção. O romance aborda temas como saúde mental, relações familiares, luto e envelhecimento a partir da história de Francisco Solano, um jornalista investigativo aposentado que, após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e lidar com um quadro psiquiátrico misterioso, passa a registrar seu cotidiano em blocos de notas para preservar a própria memória.

A trama de suspense ganha força quando o protagonista desperta com uma anotação enigmática envolvendo uma mulher, uma praia e uma sequência de caracteres. Por meio de investigações solitárias, sonhos e flashbacks, Francisco tenta descobrir se o registro refere-se a um crime real ou a uma criação de sua mente fragilizada. O livro adota uma narrativa que se alterna entre a terceira pessoa e os escritos íntimos do personagem.

“Meu objetivo foi gerar reflexão sobre o preconceito em relação a quem é visto como fora dos padrões por questões ligadas à saúde mental”, explica Plácido Berci.

Inspiração e processo de escrita

O livro começou a ser escrito em 2018 e foi diretamente inspirado no pai do autor, Pedro Berci Filho, que desenvolveu o hábito de fazer anotações após sofrer um AVC. O falecimento do pai no decorrer do processo de escrita, que durou cinco anos de produção e mais dois até a publicação, inseriu novas nuances emocionais no texto.

“O personagem principal, Francisco Solano, é praticamente todo inspirado no meu pai, fisicamente e, principalmente, em termos de comportamento e personalidade. É uma história sobre reflexão, aceitação e libertação; para o personagem, para o autor e, por que não, para o meu pai também”, revela o escritor.

O romance, ambientado no Rio de Janeiro, carrega influências cinematográficas de diretores como Alfred Hitchcock e Martin Scorsese, além de referências literárias de autores contemporâneos como Daniel Galera e Raphael Montes. De acordo com Berci, as cenas detalhadas foram construídas já pensando no potencial da obra para futuras adaptações audiovisuais, como filmes ou minisséries.

Plácido Berci, 36 anos, é graduado em Jornalismo pela PUC-Campinas e atua como repórter e apresentador da editoria de esportes da TV Globo em São Paulo desde 2015. Natural de Araraquara (SP), o profissional tem passagens por diferentes cidades e países, incluindo uma atuação em Nairóbi como o primeiro correspondente esportivo brasileiro no Quênia. No mercado editorial, ele é autor de duas obras de não ficção baseadas em suas experiências profissionais: “Paixão: uma viagem pelo futebol inglês” e “Nuvem de terra: relatos do primeiro correspondente esportivo brasileiro no Quênia”.

Ficha Técnica

Via Assessoria de Imprensa

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