Casa Confluir: Um novo espaço de encontro e arte em Curitiba

No sábado, dia 23 de maio, das 14h às 18h, Curitiba ganha um novo espaço cultural: a Casa Confluir, sede do Instituto Confluir. A inauguração celebra a abertura do espaço com uma programação diversa que une as frentes de atuação do Instituto: a exposição “Minha Infância em Fragmentos”, de Di Favela; apresentações do Coral Llista Trans e das Princesas do Ritmo; atividades e brincadeiras infantis; além de trabalhos artísticos de Brutas Coletivo, Bruna Alcantara, Gleyson Borges e uma mostra dos trabalhos produzidos pelas crianças atendidas pelo projeto.

Localizada no bairro São Francisco, a Casa é dedicada à experimentação e circulação das diferentes linguagens da arte contemporânea, nascendo como um território de encontro e criação para fortalecer a produção cultural local. O espaço desenvolve sua programação em conexão direta com projetos realizados em diversas territorialidades, buscando abrir espaço para as potências periféricas, ampliando o acesso à formação e estimulando a atuação de novos agentes culturais através de cursos, performances e mediação.

“A Confluir nasceu de uma inquietação: seria a arte capaz de provocar mudanças sociais profundas?”, indaga o diretor institucional Deré Souza. “A arte se realiza nos encontros e descobertas, e não em resultados. Buscamos nos alimentar dos saberes das periferias territoriais, sociais e políticas para convertê-los em um fazer que transforme.” Atualmente, o Instituto atende cerca de 105 crianças e adolescentes e mantém programas de bolsas de estudo, organizando-se de forma circular para que seus eixos se retroalimentem.

Programas e Eixos de Atuação

Programa Enraizar

Focado no fortalecimento da sensibilidade nas periferias por meio de práticas artísticas, o Enraizar constrói uma rede entre mobilizadores sociais, artistas-educadores e o público infantojuvenil. Em parceria com organizações como a ONG Um Lugar ao Sol, a FORT (Tatuquara) e a OSSA (Uberaba), o projeto oferece oficinas semanais que expandem o repertório e o pertencimento ao território urbano. “As turmas se debruçam em assuntos conforme seus desejos, do Hip Hop à percussão e ao fazer de pipas”, explica a diretora de projetos Elisa Cordeiro Brito. Sob o conceito de que “o museu é a cidade”, o programa promove visitas a ateliês, estúdios e festivais, integrando a vivência artística ao cotidiano de forma contínua.

Programa de Bolsas

Oficializado em 2026 via convênio com a UNESPAR, o programa viabiliza a permanência acadêmica e o aprimoramento de estudantes de graduação e pós-graduação em Artes Visuais. As bolsistas passam a integrar as ações de arte educação nas comunidades atendidas pelo projeto Enraizar, unindo a formação teórica à prática social no campo e fechando o ciclo de trocas entre a universidade e a periferia.

Programação Artística e Curadoria

A Confluir propõe arranjos não óbvios no circuito cultural, criando formas alternativas de circulação para trabalhos que dialoguem com o contexto urbano. “Não acreditamos em cubo branco; a cidade não é um cubo branco”, afirma a diretora artística Luana Navarro. A proposta evita lógicas institucionalizadas de segregação e busca práticas que vibrem e ajam de forma transformadora nos contextos por onde circulam, como ocorreu na exposição impressa veiculada em jornais de bairro.

Confluir é um verbo de ação

O Instituto Confluir é uma estrutura viva e em constante deslocamento, que nega o isolamento institucional para habitar a complexidade da cidade. Sua existência amplia a gestão de um espaço físico, manifestando-se na articulação de redes de criação que atravessam as fronteiras invisíveis da cidade. Ao tencionar o saber acadêmico com a potência das comunidades, o Instituto propõe um modelo onde a arte educação é o fundamento para uma prática cidadã e sensível.

Nesta trajetória, a Confluir reafirma seu compromisso com o acesso amplo e com o reconhecimento das subjetividades, entendendo que cada participante é um polo de produção de sentido. Entre a sede no São Francisco e as parcerias no Tatuquara ou no Uberaba, o que se desenha é um projeto de continuidade e escuta, que olha para o futuro ao investir na formação de novos artistas. O Instituto segue como um verbo de ação: um convite para que o fazer artístico seja um território compartilhado, capaz de deslocar olhares e habitar novas realidades.

Foto Lucas Amorim

Serviço

Abertura da Casa Confluir

Endereço: Rua Júlia da Costa, 189 – São Francisco

Data: 23 de maio, das 14h às 18h

Entrada Franca

Foto de capa Lucas Amorim

Via Assessoria de Imprensa

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