“Michael” estreia nos cinemas e desafia críticas com projeção de bilheteria recorde

A cinebiografia Michael chega aos cinemas nesta quinta-feira (23) cercada de expectativas e controvérsias. Mesmo com recepção majoritariamente negativa da crítica especializada, o longa já desponta como um dos maiores fenômenos comerciais do ano.

As projeções indicam que o filme pode arrecadar cerca de US$ 150 milhões mundialmente já no primeiro fim de semana. Nos Estados Unidos, a estimativa varia entre US$ 65 milhões e US$ 70 milhões — números que, se confirmados, colocam a produção acima de sucessos do gênero como Bohemian Rhapsody e Straight Outta Compton, estabelecendo um novo marco para cinebiografias musicais.

O desempenho chama atenção especialmente pelo contraste com a avaliação crítica. Atualmente, o filme registra cerca de 35% de aprovação em plataformas como o Rotten Tomatoes. Entre os principais apontamentos estão a abordagem superficial de temas delicados da vida do artista e a construção de uma narrativa centrada quase exclusivamente em sua trajetória artística.

Ainda assim, o longa tem recebido elogios pontuais, sobretudo pela atuação de Jaafar Jackson, que interpreta o tio nas telas. A produção acompanha os primeiros anos da carreira de Michael Jackson, desde sua formação no Jackson 5 até a consolidação como artista solo, período marcado por sucessos como “Beat It”, “Thriller” e “Billie Jean”.

O elenco conta ainda com nomes como Colman Domingo, Nia Long, Miles Teller e Laura Harrier. Paralelamente à estreia, a trilha sonora do filme também será lançada, ampliando o alcance do projeto.

Sem grandes concorrentes diretos neste primeiro momento, Michael deve dominar as bilheterias nas próximas semanas, antes da chegada de novos lançamentos, como O Diabo Veste Prada 2.

Entre críticas e números expressivos, o filme evidencia a força duradoura do legado de Michael Jackson e levanta uma questão recorrente em Hollywood: até que ponto o sucesso comercial pode superar a recepção crítica. Mesmo sem unanimidade, Michael já se posiciona como um dos principais candidatos a blockbuster de 2026 — e pode abrir caminho para futuras produções que explorem outras fases da vida do artista.

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