Chega aos cinemas nesta semana Pânico 7, a mais nova entrada da franquia de terror que traz, mais uma vez, a protagonista Sidney Prescott sendo perseguida pelo assassino Ghostface. Uma das figuras mais reconhecíveis do cinema de horror, o vilão se tornou extremamente popular graças à aura de mistério, à voz modulada e, claro, ao seu visual marcante.
Mas qual é a origem da máscara que virou símbolo da franquia e uma das fantasias mais populares de Halloween? Nesta matéria, o Folhetim Cultural relembra essa história.
Durante a produção do primeiro Pânico, a equipe ainda não havia definido o visual definitivo do assassino. Foi durante a busca por locações que a produção encontrou, quase por acaso, a máscara que se tornaria icônica — guardada dentro de uma caixa em uma garagem.
O item era, na verdade, uma máscara de Halloween fabricada pela empresa Fun World em 1991, baseada em um design criado por Brigitte Sleiertin. O visual traz claras inspirações na figura retratada no quadro O Grito, de Edvard Munch.
Em entrevista concedida durante as comemorações dos 25 anos do lançamento do filme, o roteirista Kevin Williamson relembrou o momento da descoberta:
“Ninguém conseguia chegar a um consenso sobre a máscara. Lembro que estávamos visitando locações quando encontramos o Ghostface dentro de uma caixa, em uma garagem. Wes [Craven] olhou para aquilo e disse: ‘Isso parece a famosa pintura O Grito.’ Levamos a ideia para a equipe de produção e pedimos que criassem algo semelhante. Eles fizeram cerca de 20 designs diferentes, mas todos foram rejeitados pelo estúdio. Então pensamos: por que não simplesmente tentar adquirir os direitos daquela máscara?”
Como Williamson conta, a Dimension Films, produtora do longa, firmou um acordo com a Fun World para utilizar o design original. A parceria acabou se tornando altamente lucrativa para a fabricante, que manteve os direitos comerciais sobre a máscara e o nome Ghostface.
Ao longo de três décadas desde sua estreia — período em que o cinema de horror passou por diversas transformações — Ghostface permanece como uma das figuras mais emblemáticas do gênero e da cultura pop. Seja nas sequências da franquia, em participações em outras mídias ou como fantasia em festas, a imagem do fantasma de expressão agonizante segue como um dos símbolos mais marcantes do terror nas telonas.
