Quero lhe fazer um convite à reflexão: quando se pensa em leitura, o que lhe vem à cabeça de imediato? Livros, provavelmente — e com razão. É neles que encontramos algumas das histórias mais clássicas da humanidade, que marcaram e continuam a inspirar gerações. Também é nos livros que estão registrados aspectos fundamentais da nossa história, política e religião, além de serem fontes de conhecimento e aprendizado nos mais variados assuntos e formas de pensar.
No entanto, como toda arte que perdura, a leitura também evoluiu com o passar do tempo. Com a ascensão da internet e das redes sociais, a forma, a percepção e a velocidade com que consumimos informações e conteúdos mudaram drasticamente. Diante dessa transformação, tornou-se cada vez mais necessária a adaptação e a reinterpretação desses conteúdos, seja por meio de textos mais curtos, do uso de narrativas visuais ou de uma linguagem mais acessível.
Além disso, a própria literatura se expandiu muito além dos livros. A leitura de histórias em quadrinhos, roteiros de teatro ou cinema, poesias, críticas culturais, textos digitais, audiolivros, pesquisas científicas e relatos pessoais contribui para o desenvolvimento do senso crítico e da imaginação do leitor, ajudando-o a aprender e refletir sobre si mesmo e sobre o mundo contemporâneo à sua volta — tanto quanto um livro ou revista tradicional.
Porque é isso que a boa leitura — e, por extensão, a arte — faz: emociona, faz sorrir, chorar e refletir. Uma boa leitura é acolhedora e companheira como um bom amigo, mas também nos provoca questionar quem somos e qual é a nossa relação com o mundo. É ela que cativa a imaginação e nos transporta para outras vidas e mundos fantásticos sem que precisemos sair do lugar.

Ler, atualmente, é muito mais sobre a experiência do que sobre o formato. Ainda há — e sempre haverá — quem prefira o livro físico. Afinal, folhear páginas, sentir o cheiro do papel, fazer anotações à margem ou simplesmente se afastar um pouco das telas não é apenas reconfortante, mas uma experiência completa em si.
Com o advento da era digital, a leitura tornou-se mais fácil e acessível do que nunca. Em um único dispositivo, é possível carregar centenas de obras literárias na palma da mão. E não só a quantidade e o acesso aumentaram, como também a diversidade de temas e perspectivas, trazidas por autores com as mais variadas vivências e experiências.
Portanto, neste Dia do Leitor, independentemente do que você escolha ler — e de onde — nunca deixe de buscar a leitura, o aprendizado e a reflexão. Permita-se ser cativado pelas palavras.
O Folhetim Cultural deseja a todos um feliz Dia do Leitor!

