A Cia. Teatral Milongas estreia “Onde o Vento Faz a Curva” no Teatro I do Sesc Tijuca, a partir de 28 de fevereiro, com temporada até 29 de março. Sem falas, o espetáculo aposta no teatro visual, na manipulação de bonecos e na força do corpo para contar uma fábula contemporânea sobre meio ambiente, coragem e coletividade. As apresentações acontecem aos sábados e domingos, às 16h, e nas sextas-feiras, dias 20 e 27 de março, em dois horários: 11h e 15h.
No centro da história está Maya, uma menina surda que aprende com a avó a escutar o mundo para além dos sons — percebendo o vento, respeitando a água e reconhecendo forças invisíveis que sustentam a vida. Quando a seca avança e figuras ameaçadoras tentam dominar o que é essencial, ela parte em jornada guiada pelo vento, atravessando paisagens áridas e encontrando tanto ganância quanto gestos de generosidade.
Representada por uma boneca em tamanho natural manipulada pela atriz surda Juliana Rodrigues, Maya conduz o público por um universo imagético em constante transformação: tecidos, estruturas móveis, ventiladores e luz criam cenários de floresta, aridez e tempestade. Em cena, Hugo Souza, Jhonatas Narciso (ator-intérprete de Libras) e Tatiane Santoro assumem múltiplos personagens e animam objetos e criaturas.
A acessibilidade não é recurso complementar, mas ponto de partida. A sonoridade constrói atmosferas narrativas e, em datas específicas, as sessões contarão com audiodescrição integrada à trilha. Contemplado pelo Edital Sesc Pulsar 2025/2026, o espetáculo reafirma a pesquisa da companhia em dramaturgias não verbais e na criação de experiências cênicas verdadeiramente inclusivas. Para o autor e diretor Breno Sanches, convidar uma atriz surda para atuar e manipular a boneca foi um caminho natural na construção de uma cena integrada. “A surdez da personagem não é tema do espetáculo, mas parte de seu mundo”, enfatiza.
Sinopse
Onde o Vento Faz a Curva é um espetáculo sem falas, que conta a jornada de Maya, uma menina surda que aprende com sua avó a controlar o vento e a respeitar as forças da natureza. Com a chegada da seca, surgem figuras assustadoras e pessoas que tentam dominar aquilo que é essencial à vida. Maya parte em uma viagem guiada pelo vento, atravessando territórios áridos, criando amizades improváveis e superando desafios cheios de poesia e humor. A personagem é representada por uma boneca em tamanho natural, manipulada por uma atriz surda.
Cia. Teatral Milongas
Com 23 anos de atuação no Rio de Janeiro, a Cia Teatral Milongas desenvolve uma pesquisa teatral contínua que transita pelo teatro físico, comicidade corporal e teatro de animação. Reconhecida por sua forte identidade estética, tem se destacado, nos últimos anos, pela criação de dramaturgias próprias sem o uso da fala. Com 17 espetáculos no repertório, já participou de mais de 30 festivais nacionais e internacionais, passando por países como Venezuela, Colômbia e Chile, acumulando prêmios e indicações relevantes, entre eles Prêmio Shell, CBTIJ e Zilka Sallaberry. Além da produção artística, a Milongas mantém forte atuação formativa e social, com oficinas, intercâmbios e projetos pedagógicos realizados em teatros, comunidades, hospitais públicos e unidades do SESC, consolidando-se como um grupo de referência.

Serviço
Quando: 28/02 a 29/03
Dias e horários: sábados e domingos, 16h; e sextas, 20 e 27/03, em dois horários: 11h e 15h
Local: Teatro I do Sesc Tijuca
Ingressos: Gratuito (PCG); R$ 10 (meia-entrada); R$18 (conveniado); R$ 14 (habilitado Sesc); R$ 20 (inteira);
Endereço: Rua Barão de Mesquita, 539 – Tijuca, Rio de Janeiro – RJ
Bilheteria – horário de funcionamento:
Terça a sexta: das 7h às 19h30
Sábados: das 9h às 19h
Domingos: das 9h às 18h
Classificação: livre
Duração: 50 minutos
Lotação: 150 lugares
Gênero: infantojuvenil
Foto de capa Roberto Carneiro
Via Assessoria de Imprensa
