A atriz Carolina Belarmino, residente de Londres, desembarca no Brasil para a exibição especial de seu primeiro projeto autoral como atriz, o curta-metragem “DOMA”, no Cine Belas Artes, em São Paulo, no dia 28 de fevereiro. A produção, que tem direção de Alex Igbanoi, premiado diretor, roteirista e produtor britânico-nigeriano, é um drama íntimo e poético sobre amor, sacrifício e a coragem silenciosa necessária para apostar em si mesma quando todo o resto já foi perdido.
Além de Carolina, o filme conta com os atores Wilson Rabelo (Bacurau), Vanderlei Bernardino (Mussum, o Filmis) e Andrea Capelli, e é ambientado no interior do Brasil. Ele acompanha Mariana, uma jovem que se encontra forçada a vender sua égua Doma para pagar as despesas médicas do pai à beira da morte. Porém, Doma representa mais do que dinheiro — ela é legado, liberdade e o último elo emocional que conecta a protagonista ao passado de seu pai. Então, a jovem arrisca tudo em uma corrida final para salvar o pai e o animal que carrega seu legado.
“Quando recebi pela primeira vez o roteiro de Carolina, senti uma atração imediata. O que mais me marcou foi o quão silenciosamente poderosa a história era. Ela não tentava ser dramática; simplesmente deixava a situação falar por si. Fiquei muito tocado pela forma como o roteiro tratava o amor e o sacrifício de maneira tão pé no chão. Parecia honesto, e parecia uma história que confiava no público”, relata o Alex.
Carolina, que reacendeu o desejo de ser atriz ao trabalhar como florista nos bastidores de “Bridgerton” e passou a fazer parte do elenco de apoio da série, decidiu criar seu próprio material na busca de oportunidades de atuação em Londres, onde vive há seis anos e se profissionalizou. “A atuação é um lugar muito competitivo em Londres. Dificilmente as pessoas dão chance e lugar para quem eles nunca viram, para quem está começando, para quem eles ainda não conhecem a voz. E foi daí que partiu a decisão de criar meu próprio material, não só como atriz, mas também escritora e produtora”, conta.
“Eu queria algo original, que me diferenciasse das demais histórias contadas por aqui e quis usar minha brasilidade como principal força. Me perguntei o que eu poderia oferecer que quase ninguém por aqui poderia: rodeio e a história do campo brasileiro. Quando estrangeiros ouvem falar de Brasil, logo pensam em Carnaval, futebol e Amazônia. E se eu pudesse mostrar um lado que eles ainda não viram e que faz parte do meu dia a dia e história no Brasil? Foi daí que surgiu a ideia para o filme”, relembra a atriz.
A atriz, natural de São José do Rio Preto (SP), conheceu o diretor em um workshop, ele trabalhava como professor de atuação com poucos atores, quase como uma mentoria privativa. “Ao fim do evento, fui apresentada ao Alex, que só me fez a pergunta: aonde você se vê em dois anos? E eu respondi que queria ser uma atriz profissional em tempo integral. Ele me deu o e-mail dele e começamos as aulas não muito tempo depois. Ele quem me incentivou a produzir meu próprio material. Quando trouxe o roteiro para ele, ele disse que queria dirigir o filme e foi assim que viramos parceiros no projeto”, conta.

As gravações de “DOMA” foram realizadas em São Jose do Rio Preto e Bálsamo, interior de São Paulo, em julho de 2025, Carolina e toda a produção vieram para cá e ficaram esses dias gravando. O time ainda contou com amigos e familiares da atriz, considerado um ponto positivo pela distância entre um continente e outro. Mas o que mais marcou a atriz nas gravações do projeto foi sua conexão com outra grande estrela: Malibu, a égua que faz Doma na produção.
“Ela é uma égua de competição e foi a criatura mais paciente do mundo comigo. Fazia alguns anos que eu não andava mais a cavalo e durante o treinamento e a filmagem ela foi incrível. Quando eu cheguei com a proposta do filme para o treinador de cavalos Manelão, eu buscava um macho, mas ele que me fez mudar de ideia dizendo que para todos os takes e para a complexidade do filme, ele só confiava nela. E fiquei feliz que eu confiei nele e mudei o roteiro para ser ela”, relembra.
Os rodeios sempre fizeram parte da vida de Carolina, crescendo visitando sítios e fazendas dos amigos de seus pais no interior de São Paulo, além de ter feito aula de três tambores quando era criança, mas acabou parando depois de uns anos. Seu irmão era veterinário de touros de rodeio, então sempre visitaram Barretos ou outros rodeios da região.
Para Carolina, sua maior expectativa é que o público se conecte verdadeiramente com a história e consiga sentir todo o amor, o cuidado e o esforço que foram colocados nesse projeto. “Espero que DOMA desperte emoções, reflexões e conversas após a sessão, e que as pessoas se reconheçam, de alguma forma, na jornada da personagem. Também desejo que o filme seja bem recebido, reconhecido artisticamente, e que essa exibição abra portas para novas oportunidades, parcerias e futuros projetos a partir dele”, torce a atriz.
O curta foi concebido originalmente como um longa, e está nos planos da atriz concretizar essa ideia futuramente. “Sinto que essa história ainda tem muito a ser explorada e que o universo do filme comporta novas camadas, personagens e conflitos, além de um alcance maior de público. Acredito muito no potencial emocional e narrativo desse projeto e gostaria de continuar desenvolvendo essa jornada”, completa.
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SOBRE CAROLINA BELARMINO
Carolina Belarmino nasceu em São José do Rio Preto (SP). Era decoradora de casamentos e designer floral quando se mudou para Londres em outubro de 2020, em plena pandemia, quando os eventos foram cancelados, para estudar arte floral na London Flower School, além de realizar o sonho de morar fora. A ideia era ficar um mês estudando, mas acabou ficando na cidade, trabalhando como florista freelancer para diversas empresas de flores e eventos.
A até então florista foi indicada para trabalhar no set de “Bridgerton”, série de sucesso da Netflix, como florista dos cenários. E foi no dia a dia nos sets que despertou um sonho de criança: ser atriz. “Quando eu olho pra trás, parece que era pra ser. Eu quase não aceitei o trabalho como florista de ‘Bridgerton’ porque eu teria outro trabalho naquele dia, que acabou sendo cancelado de última hora. E foi pela série e por passar tantos meses nos sets, que decidi que iria correr atrás desse sonho. Era um sonho de criança, mas que eu nunca havia feito nada em relação a ele. Não era algo que achei que poderia se tornar minha realidade”, relembra.
Carolina estudou na Identity School of Acting, em Londres, ao mesmo tempo que iniciou um curso e acompanhamento online com a preparadora brasileira Thaís Mansano, buscando ser uma atriz melhor em português como parte vital de sua atuação em inglês.
A atriz já participou de mais de 30 produções como elenco de apoio e figuração, como “The Crown”, “House of the Dragon”, “Mobland”, “Saltburn” e a própria “Bridgerton”, e segue trabalhando como florista.
Instagram: Carolina Belarmino | Doma Short film
Via Assessoria de Imprensa
