Morreu ontem (08) a escritora surinamesa-holandesa, Astrid Roemer, aos 78 anos. Destaque da última Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), a notícia foi confirmada por sua editora holandesa nas redes sociais. No Brasil, Roemer foi publicada pela primeira vez em 2025, quando a Companhia das Letras lançou a obra “Sobre a loucura de uma mulher”.
A escritora nasceu em 27 de abril de 1947 e aos 19 anos migrou para a Holanda. Roemer se declarava uma escritora “cosmopolita”, afinal seus livros discutiram raça, gênero, família e identidade.
Ela foi a primeira caribenha a receber o Prêmio P.C. Hooft em 2016. No ano de 2021 Roemer recebeu o Prijs der Nederlandse Letteren (Prêmio das Letras Holandesas).
Sua editora no Brasil, a Companhia das Letras publicou uma nota lamentando a morte da artista. “O amor era o seu tema predileto. Em meados de 2025, contou à plateia brasileira que cada uma de suas obras retrata a busca pela compreensão desse sentimento. Escutou e falou aos leitores como quem afaga e aconselha a própria prole. Uma pessoa doce, generosa, divertidíssima. Uma escritora versátil, indo da prosa à poesia, de estilo a um só tempo delicado e atordoante. Tornou-se uma autora inescapável da literatura caribenha”, dizia, finalizando: “Em sua vinda para a Flip, encantou-se pela culinária afro-brasileira e chorou diante do memorial do Cais do Valongo. Deixei-a no aeroporto prometendo visitá-la em Paramaribo e ela, planejando retornar ao Brasil com a família. Quem sabe voltasse para lançar a edição brasileira de ‘Gebroken wit/Off-white’, na qual vínhamos trabalhando. Um romance com inspirações autobiográficas sobre o que constitui uma família. Que notícia desoladora. Descanse em paz, querida”
