Colleen Hoover, fenômeno global do BookTok, voltou ao centro das atenções literárias com o lançamento de seu mais novo livro, Mulher em Queda. O título marca o retorno da escritora ao mercado após um intervalo de três anos desde seu último romance original, ‘É Assim Que Começa’ e sinaliza uma mudança significativa na direção temática da sua obra.
Considerada uma das autoras de maior impacto no romance contemporâneo, com mais de 30 milhões de exemplares vendidos mundialmente e cerca de 6 milhões apenas no Brasil, Hoover já é conhecida por best-sellers como É Assim Que Acaba, Verity e Ugly Love, títulos que conquistaram uma base de fãs global e dominam as listas de mais vendidos há anos.
Uma virada no estilo: do romance ao thriller psicológico
Diferentemente de muitas de suas obras anteriores, que transitam entre romance, drama e temas emocionais intensos, Mulher em Queda aposta no thriller psicológico como gênero central, um terreno já explorado por Hoover com sucesso em ‘Verity’, mas que aqui toma ainda mais protagonismo. A autora descreveu o livro como “um dos títulos mais sombrios que já escrevi”, sinalizando uma nova fase em sua escrita, com foco em tensão, mistério e complexidade emocional.
A história acompanha Petra Rose, uma autora em crise criativa e pessoal depois de enfrentar um intenso escrutínio público e backlash nas redes sociais provocado pela adaptação cinematográfica de um de seus livros. Desiludida e bloqueada, Petra se isola em uma cabin à beira de um lago, buscando recomeçar sua carreira escrevendo um novo suspense que pode salvar sua reputação. No entanto, quando um detetive enigmático chamado Nathaniel Saint surge em sua porta, a linha entre realidade e ficção começa a se dissolver e a própria narrativa da protagonista se transforma em um jogo de tensão e paranoia.
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Mulher em Queda foi lançado simultaneamente em várias línguas e países, incluindo o Brasil pela Galera Record, editora responsável por toda a obra de Hoover no mercado nacional. Essa estratégia de lançamento global reflete a importância da autora no cenário editorial atual, onde suas histórias não só vendem milhões de cópias, mas também geram discussões sobre narrativa, gênero e expectativas dos leitores.
A recepção inicial do público tem sido um misto de entusiasmo e curiosidade, com muitos leitores destacando a abordagem mais ousada do thriller e a reinvenção de elementos clássicos da escrita de Hoover. Nas redes sociais e comunidades de leitores, há também debates sobre possíveis “camadas autobiográficas” na obra, uma conexão sugerida pelas semelhanças superficiais entre as experiências de Petra Rose e os desafios reais da própria Hoover no contexto de adaptações cinematográficas e críticas públicas, embora a autora tenha enfatizado que a história é fictícia e sem base direta em sua vida pessoal.
O lançamento de Mulher em Queda não é apenas um retorno comercial de uma autora best-seller, mas também um ponto de inflexão na carreira de Hoover. A escolha de um thriller psicológico como veículo narrativo mostra a crescente maturidade e experimentação artística da escritora, que agora expande seu repertório além das fórmulas românticas que a consagraram.
Além disso, o livro chega em um momento particularmente ativo da carreira de Hoover, que também vê adaptações cinematográficas de outras de suas obras, como Verity, cuja adaptação ganhou grandes nomes no elenco e previsão para 2026, reforçando sua presença tanto no mercado literário quanto no audiovisual.
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