Em “O Caminho de Gaia”, autor trabalha distopia social
A nova obra literária do autor Roger Dörl, “O Caminho de Gaia” combina ficção científica, fantasia e reflexão espiritual, fazendo uma conexão profunda com o momento atual da sociedade brasileira. No planeta Asdomiun, o conhecimento não é uma ideia abstrata, mas uma substância real, onde uma pessoa pode plenamente manipulá-lo.
No centro desta história está Enarê, um jovem profundamente revoltado com as estruturas violentas e injustas de seu povo. Prestes a perder a vida no Grande Rito — a cerimônia anual que define o papel de cada jovem ao alcançar a idade adulta —, ele resiste à morte ao manifestar habilidades ligadas ao nooether. Esse evento extraordinário o coloca subitamente no cerne de antigas profecias que têm o poder de redefinir o futuro do mundo.
Em meio ao desafio de decifrar seu propósito, Enarê precisa lidar com lembranças de encarnações passadas, mistérios familiares e verdades que desestabilizam sua visão sobre espiritualidade, poder e o universo ao seu redor. Acompanhado por Liora, uma noomante dotada de visão remota, e por companheiros com forte ligação à Terra, ele desbrava as vastas terras de Asdomiun. Trata-se de uma caminhada em busca de redenção, tecida por embates, revelações e escolhas definitivas que reverberam através das eras.
Cristianismo como centro do debate
Para o autor, os debates sociais atuais envolvendo o Cristianismo estão cada vez mais distantes do que ele acredita ser o papel dessa religião. “O que vemos não é só uma distorção dos ensinamentos de Cristo, mas um problema de ordem prática, na medida em que a crença se transforma em uma escola política que, em vez de resolver, agrava problemas sociais.
Com isso em mente, servindo como uma provocação artística e social, Dörl mergulhou em uma pesquisa literária, perpassando por livros bíblicos e evangelhos apócrifos, como o Evangelho de Tomé e o Pastor de Hermas, para criar a narrativa da nova obra. Assim, a ficção se estende para temas como discriminação étnico-racial e masculinidade tóxica, em uma sociedade cada vez mais próxima da realidade, onde a força e agressividade são supervalorizados.
Ligação com cultura geek e romances espíritas
Como grande parte dos escritores contemporaneos, Dörl também bebe de fontes clássicas na fantasia como J. R. R. Tolkien, criador de “O Senhor dos Anéis”, além do jogo de RPG “Dungeons & Dragons”. Porém, não se limitando ao estrangeiro, o autor abriu o leque de possibilidade ao conhecer a literatura espírita. “Li vários e sempre gostei de como são construídos os arcos dos personagens nessas histórias, com processos de cura e redenção que envolvem mergulhos profundos em sentimentos e experiências de vidas passadas”, conta.

Sobre o autor
Roger Dörl nasceu em Curitiba e cresceu no interior de Santa Catarina. É formado em Direção Teatral pela FAP (atual Unespar) e especialista em Ensino de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira pela UTFPR. Atuou como professor do Ensino Fundamental à Graduação, diretor de teatro, produtor cultural e redator para web.
Lecionou em universidades do Oeste catarinense, no município de Santa Isabel do Rio Negro (AM) e no SESI em Brasília, cidade onde reside atualmente. Em 2024, estreou na literatura com o romance de ficção científica “Alena Existe”, seguido pela coletânea “Crônicas de Um Mundo”. Participa de antologias de fantasia, aventura e mistério e publica contos gratuitos na internet. Atualmente dedica-se exclusivamente à escrita.
Ficha técnica
Livro: O Caminho de Gaia
Autor: Roger Dörl
Editora: Edição do Autor
Gênero: Ficção científica; literatura brasileira; fantasia
Ano: 2026
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Via Assessoria de Imprensa
