Novo Plano Nacional do Livro e Leitura passa a orientar políticas públicas pelos próximos dez anos

Quase três semanas após entrar oficialmente em vigor, o novo Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL 2026-2036) começa a estabelecer as diretrizes que devem orientar políticas de incentivo ao livro, à leitura e às bibliotecas em todo o país ao longo da próxima década.

O plano passou a valer no fim de abril e prevê metas voltadas à ampliação do acesso da população aos livros, ao fortalecimento de bibliotecas públicas e escolares e ao estímulo à formação de leitores em diferentes regiões do Brasil.

Publicada no Diário Oficial da União, a nova política também funciona como referência para estados, municípios e instituições culturais na implementação de normativas aprovadas nos últimos anos, como o Sistema Nacional de Cultura, o Programa Escola em Tempo Integral e o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares.

Entre os principais princípios do documento está a compreensão da leitura como ferramenta essencial para o desenvolvimento social, cultural e educacional. O plano defende o livro não apenas como produto econômico, mas também como instrumento de cidadania, criação simbólica e construção crítica.

Além da democratização do acesso ao livro, o PNLL estabelece diretrizes ligadas à valorização da literatura, ao incentivo à escrita criativa e à promoção de políticas permanentes de formação leitora.

Outro eixo importante é a retomada institucional da área cultural após anos de descontinuidade. O ciclo anterior do plano havia sido encerrado em 2016, e a reformulação voltou a ser tratada como prioridade após a reestruturação do Ministério da Cultura em 2023.

Como parte dessa retomada, o ministério lançou recentemente uma nova página oficial dedicada ao plano, reunindo informações sobre legislação, programas, cartilhas e políticas públicas relacionadas ao setor do livro e da leitura.

A execução do PNLL envolve ações integradas entre os ministérios da Cultura e da Educação, além da participação de conselhos e instâncias colegiadas responsáveis pela governança do programa.

Em um cenário marcado pela transformação digital e pela disputa de atenção nas redes sociais, o novo plano surge como uma tentativa de fortalecer políticas públicas de leitura a longo prazo e ampliar o acesso à literatura como direito cultural no país.

Foto de capa Paulo Pinto/Agência Brasil

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