Se você é fã de um bom “terror B” que não tem medo de abraçar clichês para entregar sustos eficientes, O Som da Morte (2025/2026) é a pedida certa para a sua próxima ida ao cinema. Com direção de Corin Hardy (A Freira), o longa utiliza um artefato histórico real para construir uma atmosfera de tensão constante.
A Trama: O Sopro do Destino
A história segue Chrys (Dafne Keen), uma jovem que acaba de se mudar para uma nova escola. Ao herdar o armário de um aluno assassinado, ela encontra um antigo Apito da Morte. O objeto, de origem Olmeca (civilização que antecedeu os Astecas), emite um som aterrador que não apenas invoca entidades, mas prevê a morte de quem o sopra.
Ao lado de seus colegas Ellie (Sophie Nélisse), Rel (Sky Yang) e Noah (Percy Hynes White), Chrys inicia uma corrida desesperada contra o tempo para quebrar o ciclo vicioso antes que cada previsão se torne realidade.
O filme acerta ao reunir um elenco jovem talentoso e veteranos de peso:
Dafne Keen (a eterna X-23 de Logan) traz a intensidade necessária para a protagonista.
Percy Hynes White (Wandinha) e Sophie Nélisse entregam carisma ao grupo de desajustados.
Michelle Fairley (Game of Thrones) brilha como a mãe enlutada que serve de guia para os jovens.
Nick Frost (o futuro Hagrid da HBO) faz uma participação sólida como o professor do grupo.

O diretor Corin Hardy demonstra sua experiência no gênero. Embora o roteiro de Owen Edgerton não reinvente a roda e siga fórmulas conhecidas, as cenas de terror são muito bem elaboradas. O nível de tensão é alto, e o design de som — elemento crucial para um filme com esse título — é imersivo e perturbador. É um filme de orçamento reduzido que sabe onde investir cada centavo para gerar calafrios.
O Som da Morte é um prato cheio para quem busca terror intenso e sem frescuras. Ele entende suas limitações e foca no que importa: o medo do inevitável.
Ponto Forte: Cenas de morte criativas e ótima direção de arte no artefato.
Ponto Fraco: Segue uma estrutura narrativa previsível (o clássico “quem será o próximo?”).
Não saia correndo da sala! Há uma cena pós-créditos logo após a primeira sequência de nomes. Ela expande o universo do artefato de forma interessante, embora encerre a trama deste filme sem deixar ganchos pendentes.
