Destruição Final 2 é uma continuação direta do primeiro filme, mas desta vez aposta em falar sobre o que acontece após a destruição e sobre o destino do bunker da Groenlândia.
Dirigido por Ric Roman Waugh e com roteiro de Mitchell LaFortune e Chris Sparling, o segundo filme adota um tom diferente do original, ao apostar mais na esperança e no otimismo de um recomeço, de uma reconstrução, enquanto o primeiro falava mais sobre o colapso da civilização, o medo e as escolhas morais extremas feitas para sobreviver.
Dessa vez, a aventura da família Garrity é atravessar a Europa devastada e chegar a um lugar seguro, onde os fenômenos naturais não consigam atingir a área — um local onde a vida humana possa recomeçar. Com muita adrenalina, John Garrity (Gerard Butler) assume o papel do pai de família provedor e protetor, que busca, em meio ao caos, salvar sua esposa Allison Garrity (Morena Baccarin) e seu filho Nathan Garrity, que representa, de certa forma, o recomeço da humanidade.
Entretanto, a narrativa é bastante previsível, inclusive em relação ao futuro de John, já que o filme não se esforça nem um pouco para fazer o público acreditar que seu destino possa ser revertido, algo que geraria muito mais impacto dramático. Curiosamente, a estrutura do filme lembra bastante o filme esquecido da Disney, Dinossauro, já que, em ambas as obras, uma família sobrevive em um mundo pós-apocalíptico e inicia uma jornada por um cenário devastado em busca de um local seguro, onde a esperança possa surgir novamente.
Apesar disso, um dos pontos fortes do filme está na forma como os desastres naturais são retratados: eles não acontecem de maneira exagerada, mas sempre a partir do ponto de vista da família, evitando a destruição em massa puramente espetacular. Além disso, é um filme que não dá descanso ao espectador; quando parece que as coisas vão se acalmar, não demora muito para que uma nova tragédia aconteça.
Agora, um dos pontos fracos do filme é sua previsibilidade. Logo no começo, o espectador já entende como a narrativa vai se desenrolar: muitas mortes e personagens secundários que surgem apenas para ajudar a família Garrity a dar mais um passo em sua jornada, e não para acrescentar algo de relevante à trama. Esses personagens funcionam quase exclusivamente como engrenagens do percurso e do arco de John, o pai de família.
Entretanto, o filme deixa claro que sua proposta sempre foi trabalhar uma dualidade: o que acontece antes do apocalipse e o que acontece no pós-fim do mundo, mostrando que sempre existe uma esperança para a humanidade, mesmo após seu colapso.
