Oscar: “Uma Batalha Após a Outra” recebe 13 indicações e celebra favoritismo

Uma Batalha Após a Outra não é um filme para assistir com pressa. O longa, dirigido por Paul Thomas Anderson, acaba de receber 13 indicações ao Oscar, incluindo melhor Filme, Direção, Ator e Atriz Coadjuvante, se consagrando o segundo maior indicado na edição deste ano, atrás apenas de Pecadores.

O sucesso nas indicações na maior premiação do cinema já era esperado devido às conquistas do longa metragem no Globo de Ouro (Melhor Filme de Comédia ou Musical, Melhor Direção, Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical e Melhor Roteiro) e no Critics Choice Awards (Melhor Filme, Melhor Direção e Melhor Roteiro Adaptado).

A pergunta que podemos fazer é: Porque Uma Batalha Após a Outra está levando muitas premiações? A resposta pode ser um pouco complexa. A história é inspirada no romance Vineland (1990), de Thomas Pynchon, e mistura comédia ácida e drama político. Está envolta de um ex-guerrilheiro que é perseguido juntamente com a filha por um antigo inimigo e é ambientada numa Califórnia contemporânea e caótica.

A história parece mais do mesmo, porém ela tem um diferencial: aponta as diversas hipocrisias da sociedade americana. Ela cria uma disruptura entre o famoso “American Way Life” e a realidade nua e crua estadunidense. As personagens de “Uma Batalha Após a Outra” não são meras espectadoras. Elas aprofundam as cenas e materializam questões como o racismo, a imigração ilegal, o tráfico de drogas e de pessoas e a influência de sociedades secretas que controlam as forças de poder por trás dos sistemas estabelecidos.

Outro resgate que o longa trás para as telas é o estilo Faroeste. Este pode ser entendido como uma crítica velada a um gênero que fez muito sucesso nos Estados Unidos do passado. A única diferença é que o telespectador é quem decide quem é o mocinho e quem é o bandido, pois a beleza do filme é que os protagonistas podem ser tanto um quanto o outro.

Por fim, todos esses elementos corroboram de que Uma Batalha Após a Outra é favorito a levar várias estatuetas para casa, pois além de um trabalho excepcional tecnicamente (som, fotografia e direção), ele dá um nó na cabeça de quem assiste e é por isso que ele merece ser assistido com calma e com atenção.

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