De acordo com fontes do Deadline, a Netflix tem a pretensão de lançar os filmes da Warner Bros nos streaming apenas após 17 dias da data de estreias nas salas. Ted Sarandos e Greg Peters defendem esse período, mas que atropela o mercado cinematográfico atual, já que alguns diretores exigem no mínimo 100 dias e algumas redes como a AMC em um tempo de pelo menos 45 dias.
Em dezembro, durante o calor das notícias da efetivação da compra do estúdio pelo streaming, Sarando afirmou que a ideia é continuar lançando os filmes da Warner Bros nos cinemas. “Nossa intenção ao comprar a Warner Bros. será continuar lançando filmes de estúdio da Warner Bros. nos cinemas, seguindo as janelas de exibição tradicionais. Nunca tínhamos entrado nesse mercado antes porque nunca tivemos um mecanismo de distribuição para cinemas. Monetizávamos os filmes por meio de nossa própria assinatura, pois era assim que o negócio crescia mais rapidamente”
Contudo, segundo Sarandos, ele acredita que um tempo maior não está “de acordo com os interesses do público”.
Tudo sobre a compra da Warner pela Netflix
O acordo, anunciado oficialmente em dezembro de 2025 por cerca de US$ 82,7 bilhões, marca o fim da era “construtora” da Netflix e inicia uma fase de expansão via aquisições. Pelo contrato, a gigante do streaming assume o controle dos lendários estúdios de cinema da Warner, da marca HBO e da plataforma Max, integrando franquias de peso como Harry Potter, Senhor dos Anéis e o Universo DC ao seu ecossistema global.
Apesar do anúncio, a transação enfrenta um cenário complexo neste início de janeiro. A Paramount Skydance lançou uma contraproposta hostil de US$ 108,4 bilhões pela totalidade da WBD, tentando reverter o acordo com a Netflix, que foca apenas nos estúdios e streaming. No entanto, o conselho da Warner Bros. Discovery reiterou nesta semana sua preferência pela Netflix, citando maior segurança financeira e alinhamento estratégico, apesar da pressão de acionistas atraídos pelo valor mais alto da Paramount.
Para os consumidores, a promessa atual é de estabilidade imediata, com a Netflix assegurando que os serviços continuarão operando de forma independente durante o processo de transição. A conclusão definitiva da fusão e a integração total dos catálogos estão previstas para o terceiro trimestre de 2026, após a conclusão da cisão da Discovery Global (que manterá canais como CNN e Discovery) e o aval dos órgãos reguladores antitruste nos Estados Unidos e na União Europeia, que devem aplicar um escrutínio rigoroso sobre o potencial monopólio do mercado de streaming.
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